O nome Nachthexen (Bruxas da Noite) foi um "batismo" dado pelos próprios soldados alemães, aterrorizados pelo som que ouviam antes das explosões. Como os aviões eram muito lentos, as pilotas desenvolveram uma técnica mortal: ao se aproximarem do alvo, elas desligavam os motores e planeavam no escuro total. O único som audível era o vento passando pelas cordas e asas de lona, que os nazistas diziam parecer "vassouras de bruxas varrendo o céu". Esse medo era tão grande que os alemães espalharam o boato de que as soviéticas tomavam pílulas para enxergar no escuro como gatos.
O apelido foi dado pelos soldados alemães devido ao som que seus aviões faziam. Para evitar serem detectadas pelo barulho do motor, as pilotos desligavam os motores ao se aproximarem do alvo e deslizavam silenciosamente pelo ar. O único som ouvido era o vento nas asas, que os alemães comparavam ao som de vassouras de bruxas varrendo o céu.
Realizavam ataques constantes durante a noite para impedir que as tropas nazistas dormissem, causando um enorme impacto psicológico. O regimento voou mais de 24.000 missões e se tornou uma das unidades mais condecoradas da União Soviética, com 23 de suas integrantes recebendo o título de "Heroína da União Soviética".
Elas voavam em biplanos Polikarpov Po-2, aviões feitos de madeira e lona que eram originalmente destinados ao treinamento e à agricultura. Embora lentos e sem blindagem ou paraquedas, esses aviões eram extremamente manobráveis e difíceis de detectar pelos radares nazistas devido ao seu tamanho e material.
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